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O mercado das criptomoedas oferece muito risco? Já pensou sobre os bancos?

Como trabalha um banco? Qual o seu verdadeiro negócio? O que ele produz para ter os maiores lucros de todos os empreendimentos? Já parou pra pensar nisso tudo?

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Jonathan Mcmillan, no livro “o fim dos bancos: moeda, crédito e revolução digital”, p. 49 nos diz que

“os bancos parecem mágicos, na medida em que reconciliam duas relações financeiras mutuamente excludentes ou incompatíveis. No lado do ativo do balanço patrimonial, concedem empréstimos que os tomadores devem pagar depois de vários anos. No lado do passivo, prometem aos depositantes que seus depósitos poderão ser retirados a qualquer momento. Ao transformar crédito em moeda, os banqueiros parecem ter encontrado a pedra filosofal. Infelizmente as atividades bancárias impõem um alto preço. Ao conciliar as necessidades de tomadores de empréstimo e de emprestadores, os bancos geram riscos de liquidez.

A melhor forma de entender o que está descrito acima é abrir os olhos para uma realidade que nem todo mundo gosta de ver. Existe incerteza e risco em todos os lugares e a todos os momentos.

Algumas pessoas têm medo do Bitcoin e das Criptomoedas por causa dos seus riscos, e ninguém deve negar que esse mercado envolve altos riscos, de fato. Entretanto, o sistema financeiro tradicional, aquele mesmo que vende uma capa de estabilidade e confiança, pode ruir a qualquer momento.

A Turquia passa atualmente por grave crise financeira que pode desencadear crises em vários outros lugares do mundo dada a natureza cada vez mais globalizada do sistema. Lá, a moeda que é chama de “arriscada” (o Bitcoin) está supervalorizada cerca de 500 dólares acima da média do preço fora da Turquia. Por que? Simplesmente por que quando o dinheiro fiduciário debilitado e inflacionado por governos e bancos entre em colapso, as pessoas valorizam os ativos mais capazes de estar imunes à tempestade.

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Quem comprou bitcoins na Turquia no passado recente estava se expondo a um grande risco, não? Mas hoje se vê que o verdadeiro risco era deixar o dinheiro no sistema tradicional e ter de enfrentar a turbulência desse sistema sem alternativa, senão pagar bem mais caro naquilo que pode preservar algo do seu valor frente à crise generalizada.

Os bancos podem chegar ao ponto (e já chegaram várias vezes) de não poder honrar com seus compromissos em relação àquilo que prometem e àquilo que seu sistema afirma. A maior parte do “dinheiro” nas planilhas e contas bancárias são internas e não há liquidez para fazer frente a todas elas em caso de uma corrida aos bancos. Esse é um dos maiores motivos para os limites de saque e transações em geral que são impostas às pessoas com vistas ao que deveria ser seu próprio dinheiro.

Os bancos e os governos escondem o risco que as pessoas correm dentro de seu sistema centralmente controlado para manter todos cativos à confiança nesse sistema. Mas tal sistema está com os dias contados e as criptomoedas já são uma alternativa real para o risco de que as coisas permaneçam como estão.

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