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O Bitcoin e a centralização do poder à luz da decisão do ministro Marco Aurélio Mello!

O Brasil todo está em polvorosa diante da decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello, feita às vesperas do recesso do judiciário, de abrir caminho para a soltura de todos os presos no Brasil que ainda não tenham a chamada “decisão transitado em julgado” em seu processo criminal.

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Dos cerca de 600 mil presos no país, cerca de 25% (algo em torno de 170 mil presos) poderiam ser soltos em função da decisão do juiz, dentre eles personagens poderosos  acusados de graves crimes como Eduardo Cunha e  o ex presidente Lula.

Agora, alie em uma mesma equação sistemas legislativos e judiciais lentos e feitos para serem explorados ao máximos pelos detentores do poder econômico e você tem a receita para a impunidade de crimes cometidos contra o sistema financeiro, a ordem pública e tudo o de mais grave que se possa imaginar. Grande parte desse problema tem que ver com centralização de poder.

Discussões ideológicas e juridicas à parte, o que podemos pensar sobre isso em relação ao tema que realmente nos interessa aqui nesse blog, o Bitcoin e as Criptomoedas? Como o Bitcoin pode nos ajudar a entender a necessidade de contrabalancear a centralização do poder?

O poder de tomar decisões que afetam a vida de outras pessoas é cobiçado por uns e temido por outros. Em contextos sociais complexos como o que vivemos atualmente, é impossível que uma sociedade floresça e prospere sem coordenação e organizar a sociedade é algo muito mais fácil de se fazer de forma centralizada do que descentralizada.

Ocorre que junto com a facilidade de organização entra todo tipo de corrupção (em geral). O poder central faz com que os indivíduos que possuam ou exerçam tal poder possam manipulá-lo em seu benefício, o que acaba acontecendo 99% das vezes e com 90% das pessoas.

Os problemas da centralização são enormes e em número muito mais elevado do que seríamos capazes de descrever em poucas linhas e a descentralização é um ideal no horizonte de quem deseja viver em um mundo melhor.

É verdade que criar organizações descentralizadas é algo muito mais complexo do que gostaríamos que fosse, mas é imperativo pelo menos tentar.

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O Bitcoin e as demais criptomoedas que se mantém fieis aos seus princípios, são uma grande aula sobre descentralização e sobre como as coisas podem ser diferentes se trabalharmos arduamente para transformar as estruturas de nossa sociedade.

O dinheiro digital é a primeira e mais óbvia aplicação dessa tecnologia, mas sua lógica e seus princípios devem servir para reconfigurar gradativamente os sistemas legislativos, judiciários e sociais de uma forma geral.

Os princípios por detrás do Bitcoin são capazes de tornar a organização social mais distribuída de maneira que cada pessoa seja mais autônoma e esteja menos sujeita ao caprichos dos detentores do poder centralizado, que tutelam a vida das pessoas de acordo com caprichos pessoais e contra o “consenso” da rede.

Naturalmente, porém, a ideia de consenso matemático por detrás da planilha digital do Bitcoin não será facilmente adaptada ou replicada para consensos mais complexos e subjetivos em torno de conceitos como leis e punições por transgressões das “leis”. De forma que ainda temos muito caminho pela frente para trabalhar na direção à qual o Bitcoin nos aponta em sentido mais amplo.

Seja como for, os desmandos do poder central e o perigo que eles representam nos ajudam a entender por que precisamos de uma tecnologia, filosofia e mentalidade que gradualmente nos capacite a superar as mazelas do sistema de organização social atual.

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